segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ana Paula Arósio

Ana Paula Arósio nasceu a 16 de Julho de 1975 em São Paulo. Começou a ser modelo quando tinha 11 anos na Agência Stilo, ligada à Agência Galharufas, foi coordenada pelo fotógrafo Paulo Sadao até estrear na televisão.
No cinema, estreou numa co-produção entre o Brasil e a Itália chamada Per Sempre, ao lado do italiano Ben Gazzara.
Em 3 de Novembro de 1996, quando tinha 21 anos, Ana assistiu ao suicídio do noivo, o empresário Luiz Carlos Tjurs que se matou aos 29 anos por ciúmes, com um tiro na boca.
 "‘Mad Maria’ ainda não disse a que veio. Mas certamente não faz jus às referências ao filme ‘Apocalipse Now’, de Francis Ford Coppola, ou a ‘Coração das Trevas’, livro de Joseph Conrad, clássicas alusões aos embates da ‘civilização’ em terrenos ‘selvagens’, que teriam inspirado a produção da Globo.
Na linhagem cinematográfica, a série talvez pudesse se aproximar de ‘Fitzcarraldo’ (1981), de Werner Herzog, se tivesse optado por abrir com o espetáculo do piano se espatifando nas corredeiras selvagens.
O tema é bom. A história da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, como sugere o livro ‘Trem-Fantasma’, de Foot Hardman, recentemente reeditado em versão ampliada, é adequada para pensar a selva como domínio do medo -do inusitado, do incontrolável, geografia especialmente sugestiva para representar o encontro com o desconhecido.
O empreendimento insano de construir, na virada do século 20, uma ferrovia que domasse a mata, marcando a superioridade incontestável da tecnologia, expressa a confluência de uma prepotência humana predatória e um fascínio nativo com as maravilhas da ciência moderna. A vocação modernista de conectar lugares distantes, de vencer os limites do tempo ganha, no caso, contornos surreais.
Cem anos depois da aventura, o desafio permanece atual, em outros termos. A selva mantém seu apelo simbólico. Hoje, inúmeras experiências de crescimento sustentado propõem a convivência orgânica com a floresta como novo parâmetro de vida.
Mas, como sugere a experiência dos que já tentaram, a floresta não é fácil de capturar em imagens. A selva amazônica permanece, em larga medida, intransponível.
Diante da dificuldade, o apelo da floresta se dilui na minissérie. Assim como as lindas fotos do Rio de Janeiro antigo ou da própria construção da estrada que ilustram a abertura e marcam as passagens da narrativa.
Os recursos técnicos e de talento envolvidos, que não são poucos, das tomadas em plano-seqüência, os efeitos especiais empregados se perdem em uma narrativa fragmentada e sem força.
A epopéia que foi a construção da ferrovia fica reduzida a mero pano de fundo de intrigas palacianas, enfrentamento étnico de homens violentos e amores melosos.
A insistente melancolia da trilha sonora sobreposta evita os significativos sons e silêncios da floresta. A cenografia limpinha não convence. O excesso de goma em figurinos que não amassam é artificial. Insetos, quinino e malária não apareceram na estréia. A selva domesticada mais parece um jardim de delícias.
A superprodução começou morna. O romance água-com-açúcar falou mais alto. O tom do primeiro capítulo, que privilegiou a apresentação de pares românticos, cônjuges e amantes, é sintomático.
O médico de Fábio Assunção, um Finnegan, como os outros estrangeiros, sem sotaque, borboleteia, como sua cara-metade, a delicada senhora Consuelo de Ana Paula Arósio, a caprichosa dona do piano.
No Rio, alguns de nossos grandes atores interpretam homens poderosos, ministros, presidentes, comandantes de uma política do tititi, com repercussões no trabalho dos engenheiros e doutores americanos que se aventuraram na mata a comandar grupos de trabalhadores imigrantes do mundo inteiro.
O que importa é aquela convencional troca de olhares, amor à primeira vista, que sinaliza o início de algo. ‘Ele vai voltar’, repetiu várias vezes a personagem de Priscila Fantin, depois de ser comida pelos poderosos olhos do sr. J. de Castro, vivido por Antônio Fagundes.
As minisséries de época, com inspiração pseudodidática na história do Brasil, vêm se tornando uma regra. Referências a heróis e vilões nacionais legitimam folhetins sem grandes pretensões dramatúrgicas ou estéticas.
O resultado é um aviltamento da história, reduzida à função de ilustrar caprichos e galanteios fúteis. A história torna-se recurso de retórica, instrumento banal de construção de verossimilhança, desprovida da carne e do sangue que define os rumos do mundo, em articulações muito específicas, a cada momento e lugar.
Na selva amazônica do Projac, não estamos longe das dunas de Agadir. O presidente Hermes da Fonseca e o esclarecido dr. Rui Barbosa que o digam.
Esther Hamburger é antropóloga e professora da ECA-USP"
"Que Maria Fumaça, que nada. Mad Maria. Ou, em bom português, Maria Louca. O nome não soa muito apropriado para uma locomotiva, mas é perfeito. Afinal, tudo não passou de uma grande loucura mesmo. Se, ainda hoje, a coisa toda parece uma empreitada insana, imagine 100 anos atrás, quando não havia vacinas, garrafas de água mineral ou telefone celular. ‘Mad Maria’ é o título da nova minissérie da Rede Globo, que estréia na próxima terça-feira. Com texto de Benedito Ruy Barbosa, baseado no romance homônimo de Márcio Souza, conta a história da construção, no início do Século 20, da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, um gigante de 366 quilômetros de extensão instalado em plena selva amazônica. Maluquice das boas, em que se gastaram rios de dinheiro e na qual cerca de seis mil homens morreram no intervalo de cinco anos - praticamente três mortes por dia. Não foi à toa que a obra ficou conhecida como Ferrovia do Diabo.
‘Mad Maria’ é o que se costuma chamar, no jargão televisivo, de superprodução. Talvez seja a superprodução das superproduções. Com elenco estelar, no qual despontam Ana Paula Arósio, Fábio Assunção, Tony Ramos e Antônio Fagundes, a minissérie consumiu dois meses de gravações em Rondônia. Durante vinte e cinco dias, cerca de 400 pessoas trabalharam numa locação no meio da Floresta Amazônica, a quatro quilômetros de distância da cidadezinha mais próxima, Abunã. Nunca, antes, a Globo havia ido tão longe no interior do Brasil e com uma estrutura tão caprichada.
As gravações ainda continuam no Rio de Janeiro - em estúdio, em duas cidades cenográficas e em lugares históricos, como o Palácio do Catete, sede do governo federal em 1911, ano em que a história se passa. Quando os 35 capítulos de ‘Mad Maria’ chegarem ao fim, no dia 25 de março, terão custado aos cofres da emissora sete milhões de reais - média de 200 mil reais por capítulo. O programa vem sendo anunciado como o prato principal das comemorações dos 40 anos da Globo.
Para entender a magnitude de uma produção como ‘Mad Maria’ é preciso, antes, conhecer a história da construção, entre 1907 e 1912, da Madeira-Mamoré. A ferrovia era um projeto antigo do Brasil e, principalmente, da Bolívia. Havia décadas, o país vizinho sonhava com um acesso ao Oceano Atlântico - por intermédio dos rios das Amazônia brasileira - para escoar sua produção de látex para os fabricantes de borracha mundo afora. Mas havia um empecilho para conquistar esse caminho até o mar. A navegação pelo Rio Madeira era - e continua sendo - praticamente impossível num trecho levemente encachoeirado e cheio de corredeiras que se estende por 350 quilômetros.
Tudo por causa do Acre
Durante muito tempo, brasileiros e bolivianos até tentaram fazer, de barco, o percurso dos rios Mamoré, Madeira e Amazonas em direção ao Atlântico. Mas os naufrágios, em que se perdiam vidas e cargas preciosas de látex, eram freqüentes. Daí a necessidade de uma ferrovia que ligasse o Rio Mamoré ao Rio Madeira, deixando de fora do trajeto a parte perigosa do Madeira.

Ana Paula Arósio

Ela é filha do mecânico industrial Carlos Arósio e da secretária Claudete Aparecida Arósio. Estudou no Colégio Spinosa, em São Paulo. Seus pais recebiam e recusavam propostas para que a filha estrelasse peças publicitárias desde que ela tinha quatro anos. Quando completou 12 anos, decidiu iniciar sua carreira como modelo, após ser descoberta por uma publicitária em um supermercado[2], tornando-se uma das mais bem-sucedidas do Brasil. Sua estreia deu-se através da Agência Stilo, coligada à Agência Galharufas e coordenada pelo fotógrafo Paulo Sadao. Em pouco tempo, já brilhava nas passarelas e revistas do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa; foi capa de cerca de 250 publicações no mundo todo.
Depois de estampar centenas de capas de revistas e protagonizar diversos comercias de televisão, partiu para a carreira de atriz, na qual estreou aos 18 anos, no filme ítalo-brasileiro Forever, do diretor Walter Hugo Khouri, com participação de Ben Gazzara. Aos 19 anos, aceitou o convite para fazer uma participação na novela Éramos Seis, em 1994, no SBT. Na emissora, trabalhou também em Razão de Viver, de 1996, e Os Ossos do Barão, de 1997.
Nesse período, atuou na peça Batom, de 1995, e numa montagem de Fedra, de 1997. Seu desempenho nesse trabalho chamou a atenção do diretor Wolf Maya, que a convidou para protagonizar a minissérie Hilda Furacão, de 1998. Para o papel da prostituta que se apaixona por um jovem frade, o diretor queria alguém desconhecido do grande público. Porém, Ana ainda fazia parte do elenco de contratados pelo SBT. Um acordo entre as duas emissoras permitiu que a atriz vivesse a personagem, cujas cenas foram gravadas em apenas três meses. Com a estreia bem sucedida na Globo, foi lançada ao estrelato, obteve um maior reconhecimento do seu trabalho, foi bastante elogiada e recebeu diversos prêmios, entre eles o Melhores do Ano - Domingão do Faustão, na categoria Revelação do Ano.
Um fato que abalou a vida pessoal da atriz foi o suicídio do empresário Luiz Carlos Tjurs, seu então noivo, no ano de 1996. O episódio, ocorrido na sua frente, deixou-a traumatizada por vários meses. Na época, Ana Paula também obteve grande reconhecimento como a garota-propaganda da empresa de telecomunicações Embratel, servindo como o "rosto" da empresa em diversos comerciais de televisão, nos quais dizia a frase "Faz um 21!".
Seu primeiro trabalho como atriz exclusiva da TV Globo aconteceu no ano seguinte, em Terra Nostra, de 1999.[3] A novela retratava a chegada dos imigrantes italianos no Brasil e a sua influência na sociedade brasileira na virada do século XIX. Na trama, viveu a protagonista Giuliana, par romântico de Matteo, personagem de Thiago Lacerda.
Em 2001, protagonizou a minissérie Os Maias, na pele de Maria Eduarda Maia, que na trama acaba por envolver-se com o próprio irmão, vivido pelo ator Fábio Assunção. Em 2002, trabalhou na novela Esperança, quando viveu a jovem - e sua primeira vilã - a judia Camilli, cujo comportamento fugia aos padrões de sua religião e da sociedade paulista de 1930. Foi nesse ano que atuou na peça mais importante de sua carreira, Casa de Bonecas, em que além de atuar também despontou como produtora.[4]
Em 2004, encarnou Yolanda Penteado na minissérie Um Só Coração, produzida em comemoração aos 450 anos de fundação da cidade de São Paulo. Também nesse ano, ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme Celeste & Estrela, no 3º Festival de Cinema de Varginha.[5] Em 2005, voltou a fazer par romântico com Fábio Assunção, em uma produção da Globo, ao protagonizar a minissérie Mad Maria. Suas cenas foram gravadas no norte do Brasil e em Passa-Quatro, Minas Gerais, e mostravam a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, em 1912. Nesse mesmo ano, atuou no filme O Coronel e o Lobisomem.[6]
Sua primeira telenovela contemporânea veio em 2006, com Páginas da Vida.[7] Até então, só havia trabalhado em produções de época. Em 2007, foi escolhida a nova garota-propaganda da marca Avon.[8] Em 2008 viveu a sua primeira "mãe de mocinha"[9] na novela Ciranda de Pedra, que é uma releitura da versão exibida em 1981. Na trama, interpretou Laura, mulher que sofre de distúrbios emocionais, mãe de três meninas: a ardilosa Otávia, a religiosa Bruna e a romântica Virgínia; era casada com o empresário Natércio e apaixonada pelo médico Daniel.
Em 2010 filmou o longa-metragem Como Esquecer e participa da minissérie Na Forma da Lei, que conta com outros fortes nomes, entre eles Luana Piovani e Márcio Garcia.
Casou-se, em uma cerimônia discreta, no dia 16 de julho de 2010, quando fez 35 anos, com o arquiteto Henrique Pinheiro, com quem namorava desde 2009 [10]. Antes, porém, namorou com alguns nomes famosos, como o atores Marcos Palmeira e Tarcísio Filho, o diretor Ricardo Waddington, o cavaleiro Remo Tellini, entre outros.[11]
Ganhou três vezes o Troféu Imprensa: na categoria Revelação do Ano, como Hilda de Hilda Furacão, em 1998;[12] na categoria Melhor Atriz, como a italiana Giuliana de Terra Nostra, em 1999;[13] e também como Melhor Atriz pela judia Camille de Esperança, em 2002.
 O destino bateu a porta de Ana Paula há 10 anos. Ela estava com a mãe ( Claudete ) e o irmão num supermercado de São Paulo, onde o carrinho que empurrava com o caçula atropelou uma publicitária. Logo que bateu os olhos sobre a menina, a caça-talentos sacou da bolsa o cartão de telefone e intimou a mãe a levá-la para uma sessão de fotos. Em pouco tempo, a adorável Arósio estava brilhando nas passarelas e revistas do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa. Aos 15 aninhos já era cidadã do mundo.

Foi capa de pelo menos 250 publicações. Aos 17 anos começou a sonhar com a carreira de atriz. Aos 21 anos já tinha em currículo três novelas ( Éramos Seis, Razão de Viver e Os Ossos do Barão ), duas peças de teatro ( Batom e Fedra ), e um filme para o cinema (Forever). Recentemente atuou no seriado Hilda Furacão, onde pode demonstrar seu talento e principalmente sua beleza .
Durante uma entrevista no programa Jô Onze e Meia; Ana Paula revelou que passou por uma situação bem inusitada durante sua temporada no Japão. " Segundo ela, o fato ocorreu quando estava em Tóquio, num lugar chamado Praça do Rock, com a sua mãe. De repente foram abordadas por um árabe e um acompanhante, que era seu intérprete. O intérprete nos explicou que o senhor era um rico sheik e que estava interessado em me comprar . Levando na esportiva, resolvi continuar o assunto, 'chegando a discutir preços' - 'ah, quantos mil dólares o Sr. pagaria'. O árabe queria me comprar por não sei quantos mil barris de petróleo e - imagina - por uns camelos. Percebendo a seriedade do assunto minha mãe explicou que no Brasil não se compra pessoas. O árabe falou então para o tradutor: 'então quer dizer que lá é de graça?'. Tentamos explicar, mas ele; nervoso estava decidido a me comprar . A solução foi deixarmos o local na surdina ."
Segundo Ana Paula, a melhor cantada que ela recebeu foi de uma garoto que estava na platéia do Programa Livre. Ele se levantou e disse: " Ana Paula, no meu quarto tem fotos sua no teto, no chão, na parede, em todo lugar ! ... Durmo e acordo com você. Será que tenho alguma chance?"
Diz Ana Paula ainda: " Sou meio romântica. Gosto de cantadas criativas, mas para me conquistar precisa de um pouco mais .
Questionada sobre sua própria beleza? Ela responde: "Tem dias que eu acordo, me olho no espelho e penso: 'Hoje não vai dar, não estou bonita'. Mas não me considero tão linda assim, tipo mulher fatal. Só me acho sensual quando tiro fotos, mas aí é o meu trabalho. O que mais gosto em mim é o cabelo. Em segundo lugar, os olhos. Só isso."
Em Hilda Furacão, quando mostrou os seios para o Frei Malthus o Ibope saltou de 28 para 31 pontos.
Para manter a forma, também fecha a boca quando necessário. Muito a contra gosto deixa de lado chocolate e refrigerantes e limita-se a frutas e verduras.


Para aqueles que já estão sentindo sua falta, boas notícias. Depois de uma longa negociação, ela assinou um contrato guardado a 7 chaves com a Globo, pois não queria ficar a disposição da emissora para qualquer papel. Fez uma participação no seriado Mulher, e gravou um episódio no famigerado Você Decide. Terminou as filmagens de Os Cristais debaixo do Trono, com estréia prevista para Novembro. Iniciou recentemente as gravações de Lara, filme biográfico da atriz Odete Lara, esfinge do cinema nacional. Para o final do ano, o cineasta Fábio Barreto convidou-a para participar de seu próximo projeto, sobre a imigração italiana no Brasil.